quinta-feira, setembro 07, 2006

REFLEXÕES PRÉ-FERIADO

Parto amanhã para o sítio, feriado é assim, primeira oportunidade de por as filhotas no carro é sinal de pé na estrada. Mas não vai dar para descansar desta vez, pena. A campanha está na reta final e preciso dos votos locais, sexta vai ser de campanha na rua. Sorte que a namorada também tem trabalho e as crianças estarão matando a saudade dos cães.

Desta vez não vou anunciar a ausência do blog, a cidade cresceu, tem duas lan houses, de onde postarei normalmente. Mas viajo para fazer campanha com uma dúvida.

Será que adianta?

É caro leitor, será que adianta fazer campanha? Será que adianta procurar o eleitor e apresentar qualquer coisa? Será que alguém dá a mínima para esta eleição? Será que este país não se encontra na situação que está porque merece?

Desculpem o desabafo, mas sinceramente caro leitor, não entendo a pasmaceira que atingiu a todos. É o mesmo país que foi gritar por diretas já e pelo impeachment de Collor. Deviámos ter progredido, amadurecido, melhorado.

Não, ao contrário, estamos virando cumplices por passividade. Sinto que chegamos no ponto mais importante para a decolada do Brasil com o freio de mão puxado. Um país estranho onde o próximo presidente será eleito somente se prometer manter o coronelismo assistencialista do Bolsa-esmola e o Vale-coisa-alguma. Pois é melhor garantir dez reais agora do que ficar esperando um emprego, um salário, ou apenas dignidade vir do Planalto Central.

Responda francamente caro leitor:


O que você tem feito desde que começou a campanha eleitoral?
Já escolheu seu candidato?
Discutiu (com vigor e interesse) o assunto com alguém?
Defendeu algum candidato em particular?
Se estivéssemos de volta a 1989, 94 ou 98, você teria o mesmo comportamento de hoje?

É isso que me desanima, ver gente boa, que um dia se interessou e brigou, virar espectador. Enquanto alguém mete a mão em seu bolso...

6 comentários:

Saramar disse...

Carl, boa noite.

Imagino que daqui uma década, aproximadamente, surgirão estudos sobre a atual inércia política dos brasileiros e suas causas.
Agora, como você, só nos resta lamentar e tentar, tentar, tentar.
Não perca o alento. Precisamos de pessoas como você nos representando.

beijos

Anônimo disse...

Cocordo em parte, meu caro, mas grande parte daqueles que "brigaram" no passado, estão hoje do lado da corja que toma de assalto o estado de direito. Eu com meus 16 17 anos,na época, impeachment de Collor nunca me iludi com aquela gritaria dos "caras-pintadas".

S0MBR4 disse...

Meu amigo Carl,

Vai um feedback de um eleitor desiludido e que hoje em dia reza para que o voto deixe de ser obrigatório:

1) O sentimento de impunidade é latente
2) Existe uma parcela significativa dos eleitores com empatia para a corrupção
3) Olhe a sua volta e veja a imensa maioria de candidatos continuistas

É preciso um mega otimismo para arrumar folêgo para cair dentro de uma campanha com perspectivas tão sombrias.

Torço para que vc consiga furar essa barreira corrupto-corporativista que se formou e chegue a Camara de SP. Aí então poderemos retomar aquele bate-papo do MSN!

Abs e boa sorte!

Paulo X disse...

Carl,

Não só já escolhi os meus candidatos como estou fazendo campanha aberta por eles, inclusive, com direito a exibição de placa (sem pedir nada em troca do candidato, que inclusive concorre à reeleição para deputado federal, pois me ofereci para ajudá-lo da forma que pudesse).

Não desanime.

Saramar disse...

Carl, boa noite.

Meu blog mudou para o blogspot, conforme você vê no link deste comentário.
Por favor, mude em sua lista.
Obrigada.
Beijos e bom domingo.

Helena Resende disse...

Eu estou otimista, e penso que Alckmin vence já no Primeiro Turno, uma vez que tenho conversado com inúmeras pessoas, de várias classes sociais e não encontro eleitores de Lula, só pessoas indignadas com tamanha roubalheira.
Uma coisa que sempre me chamou a atenção sobre Alckmin, foi a sua eficiência. Lembro-me que teve uma tromba d´água em Águas de São Pedro, provocando muitos estragos, quedas de pontes, inclusive, Geraldo se deslocou para lá ràpidamente para verificar os estragos e tomar as providências cabíveis.